domingo, 15 de julho de 2012


15/07/2012
Saímos às 8h40 de Port Orford com chuva, seguindo nossa rota para o norte, pela Rd 101. Há lugares muito bonitos nessa rota, mas com chuva não dá para curtir nem para fotografar. Em Florence entramos numa loja de esporte de caça e pesca. Logo que se entra há uma prateleira de armas de caça enfileiradas, além de cabeças de animais empalhados penduradas na parede.

O dia continuou nublado e chovia com frequência. Passamos por cidadezinhas típicas: casas de madeira, celeiros, jardins floridos, vasos repletos de flores pendurados nos postes das ruas. Pena que a chuva não deixou registrar esse trecho da 101 com fotos.
Paramos em Astoria para descansar e ainda estava chovendo.
14/07/2012

Saímos do hotel às 10h40. Abastecemos o carro, tomamos café, fizemos umas comprinhas no Wall Mart e seguimos para o norte pela Rd 101.
Almoçamos em Trees of Mystery e continuamos pelo litoral oeste. A estrada às vezes entra no meio da vegetação, às vezes costeia as praias do Oceano Pacífico. As duas paisagens são lindas.

Paramos em Gold Beach, batemos fotos e continuamos até Port Orford.  Já era 7h40, então, decidimos procurar um hotel para passar a noite.  De repente, do nada, apareceu uma viatura da polícia mandando encostar o carro. Paramos imediatamente. O policial se aproximou e disse que o Tadeu estava dirigindo abaixo da velocidade e poderia causar um acidente. Expliquei que diminuímos a velocidade para procurar hotel. Ele pediu para respeitar o limite de velocidade e nos liberou desejando uma boa estada.
Encontramos um hotel logo em seguida, de onde se via a praia do outro lado da rua.

sábado, 14 de julho de 2012

13/07/2012

Levantamos acampamento ás 10h30. Fizemos lanche num café típico do oeste americano, onde existe uma sequoia gigante, de 1.800 anos de idade, em Richard Grove, Califórnia.  Aí encontramos uma família nicaraguense que veio falar conosco quando viram a nossa caminhonete. Ficaram admirados (todos ficam) quando dissemos que estávamos vindo do Brasil.

Voltamos 17 milhas ao sul, para passar de carro por dentro de uma sequoia gigante. Paramos na estrada, numa loja de artesanato e artigos típicos do local, para pedir informações sobre a tal árvore, e uma americana, que estava perto de nós, se ofereceu para nos guiar até a entrada do parque. Deixou-nos lá e nos despedimos.
O parque tem árvores milenares, imensas.  Passamos de carro por dentro do tronco de uma delas e vimos casinhas construídas dentro do oco de árvores.  Parecia que estávamos vivendo a ficção de “Senhor dos Anéis”, de John Ronald Reuel Tolkien.

Estávamos maravilhados batendo foto, quando uma paulista, Melissa, casada com um canadense, se aproximou de nós e começamos a conversar. Ela nos deu seu telefone, e-mail e algumas dicas de compras e bons restaurantes em Vancouver. Ela está de férias com a família, na Califórnia, então, será difícil nos encontrarmos no Canadá.
Conduzimos pela Avenue of the Giants, uma estrada asfaltada que corta a magnífica floresta de sequoias, e chegamos a Eureka, às 7h15. 
12/07/2012

Hoje de manhã conseguimos falar com o Daniel pelo Skype e vimos a Zoê.  Saímos às 10h40 do hotel cercados pelo nevoeiro característico da região.  Estava muito frio. Parecido com o nosso inverno, só que aqui é verão.
Retornamos pela Golden Gate Bridge, coberta de névoa. É difícil encontrar um horário em que se possa ver a ponte inteira, sem neblina. Passamos pela marina e fomos até o forte, localizado próximo aos pilares da ponte. Havia muitos turistas estrangeiros.

San Francisco “cantada em verso, cantada em prosa” é encantadora.   Além de ser uma das cidades mais ricas do mundo, é um local turístico muito visitado por sua beleza, pela importância de sua história e pelos movimentos de liberação que a tornaram um centro de ativismo no país.
Já era mais de 1 hora da tarde quando nos dirigimos ao norte, pela Rodovia 101.  À medida que nos aproximamos do norte, mais vegetação começa a aparecer. A 150km de San Francisco começa a Ancient Redwoo Forest. É uma floresta de sequoias cuja casca tem coloração avermelhada.  Trata-se da espécie de árvore mais alta do mundo, podendo medir 120 metros de altura, ou seja, o equivalente a um prédio de 30 andares, com uma circunferência de dezenas de metros. Destaca-se também pela sua longevidade, podendo viver por milênios.

Paramos no Redwoods River, um parque de sequoias onde existe um camping.  Acampamos nesse lugar tranquilo, com motor homes, trailers e barracas. E mais uma vez a nossa barraca chamou a atenção de uma americana que veio conversar conosco.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

11/07/2012

Saímos de Los Angeles às 9h. Viajamos pela Rodovia 5N, em direção a San Francisco. O deserto se estende por quilômetros. Há bastante tráfego. Passados 100 km há plantações de frutas e cereais em pleno deserto, onde utilizam sistema de irrigação.   Há também rebanhos imensos de bois confinados. Na Rodovia 5 há caminhões transportando frutas.
Entramos em San Francisco às 16h30.  Procuramos vários hotéis, mas estavam lotados. Chegamos justamente na semana em que está acontecendo uma convenção na cidade. Tivemos que nos afastar 6km para conseguir um hotel. Passamos pela magnífica ponte Golden Gate, projetada pelo alemão Joseph Strauss, construída em janeiro de 1933 e concluída em 1937.  A ponte estava coberta de nevoeiro, mas havia pessoas na passarela de pedestre atravessando-a. Mesmo com frio e neblina.


10/07/2012
Em Los Angeles procuramos uma lavanderia para lavar nossa roupa. Durante toda a viagem deixávamos a roupa no hotel para lavar ou íamos até uma lavanderia, deixávamos a roupa e íamos pegar algumas horas depois.  Aqui não há ninguém para atender o cliente.  Tudo funciona à base de moeda e a gente tem que fazer tudo. Perdemos 2 horas nessa função.  A vantagem é que aqui pagamos U$2,50 para lavar toda a roupa, e nos outros países pagávamos em torno de U$30,00.

Depois, saímos para percorrer a cidade e acabamos entrando na Rugby Avenue e na Zoe Avenue para chegar a Hollywood, distrito de Los Angeles, famosa mundialmente por se destacar no ramo cinematográfico. Entrei num shopping e esbanjei minhas economias comprando roupinhas para a minha “estrela” preferida.

Los Angeles é uma cidade fascinante. Pena que não podemos ficar tempo suficiente para conhecê-la.


09/07/2012
Saímos de Las Vegas às 10h30, e seguimos em direção a Los Angeles. Durante horas andamos pelo deserto cortado por rodovias, as quais têm estação de serviço para atender os viajantes: postos de gasolina, lanchonetes, banheiros bons, em suma, outro mundo. As rodovias são de mão única com 4 ou 6 pistas mais acostamento dos 2 lados. Os policiais não param os carros, ficam só observando, e só interferem quando há alguma infração.

A 42km de Los Angeles, entramos numa zona menos árida e mais habitada.  Entramos em Los Angeles por volta das 5h da tarde. A cada dia uma surpresa. Ficamos num hotel simples, porém mais caro do que o hotel luxuoso em que ficamos em Las Vegas.
À noite saímos de carro para passear na cidade e quando estacionamos, encontramos um brasileiro, paulista, que está trabalhando aqui.  Los Angeles é uma metrópole com mais de 3 milhões de habitantes, um centro mundial de negócios, entretenimento e cultura.


08/07/2012                                                                                                                                                                            
Levantamos cedo, desarmamos nossa barraca e fomos tomar café. Deixamos o carro no estacionamento e tomamos o ônibus grátis que faz o circuito no parque, indo nos pontos mais interessantes e com as vistas mais impressionantes.

Ao meio-dia voltamos para a Rodovia 40 e depois pegamos a histórica Route 66, dos legendários Hells Angels. A Rota 66 surgiu em 1926, tem 2.488 milhas (3.755km) e atravessa 8 Estados americanos.  Rodamos um trecho da Rota 66 que passa pelo Estado do Arizona. Almoçamos num restaurante bem típico, point dos motoqueiros.
Paralelamente à rodovia passa uma estrada de ferro. Nesse curto trajeto da Rota 66 passaram cinco locomotivas puxando centenas de vagões de carga. Por isso não encontramos caminhões na estrada.

Às 18h20 entramos no Estado de Nevada.  Chegamos a Las Vegas, às 18h50.  Escolhemos pela internet o Hotel Rivera, que tinha o preço mais acessível, e colocamos o endereço no GPS. Quando entramos no hotel pensamos que estávamos no endereço errado. É um hotel cassino enorme, com megapiscina, mesas de jogos, máquinas de jogo e tudo o que se pode imaginar dentro de um cassino.  Ficamos na Torre Sul, e nos perdemos dentro do hotel. Passamos trabalho para nos achar lá dentro. O Tadeu teve até vontade de usar o GPS do carro, porque o dele estava falhando. Imagina!
A principal atividade em Las Vegas é a vida noturna, os cassinos, shows, restaurantes, enfim, é a capital do jogo e das luzes que à noite iluminam a cidade de uma maneira muito peculiar.

segunda-feira, 9 de julho de 2012


07/07/2012
Saímos do Hostal Maricopa (ótimo), em Phoenix, às 8h50. Seguimos em direção a La Vegas pela Rodovia 17, que passa pelo Grand Canyon, no Arizona. Através da janela se vê centenas de motor homes estacionados em pátios.  Subimos o deserto. A vegetação é rasteira, seca, se destacando alguns arbustos verdes e cactos.  A 2.000m de altitude a paisagem começa a mudar, e os pinheiros predominam apesar de o solo ser arenoso e seco. A estrada é ótima e não se encontra caminhão nem ônibus na pista, somente carros, motos e motor homes.

Passamos por Flagstaff, uma cidade espaçosa, bonita, que é ponto de partida para o Grand Canyon. Entramos na Rodovia 180 e seguimos para o Grand Canyon. Por volta do meio dia chegamos à estação do parque.  Paga-se U$25,00 para entrar, com direito a visitar o parque durante 7 dias. O parque é imenso, e uma semana é pouco para conhecer tudo. O Grand Canyon é uma das maravilhas naturais mais lindas do Planeta. É considerado Patrimônio da Humanidade em reconhecimento ao seu significado geológico, ecológico e cultural.
 À tarde decidimos acampar no parque do Grand Canyon. O dia estava maravilhoso, convidando para um acampamento, ainda mais num lugar tão espetacular como esse. Quando armamos a nossa barraca, um americano veio conversar com a gente.

Ficamos a 2.300m de altitude. Durante o dia a temperatura é muito alta, mas à noite faz frio. Tivemos que puxar cobertor de madrugada.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

06/07/2012

Às 5h50 da manhã já estávamos na estrada.  Conversamos com dois mexicanos ontem e chegamos á conclusão de que seria melhor passar a fronteira por Nogales, Estado de Sonora, pois é uma cidade menor e mais tranquila.  Se fossemos por Tijuana, teríamos que rodar mais um dia beirando a fronteira até chegar aos Estados Unidos. 
Paramos em Hermosilho às 7h30 e tocamos direto.  A 200km de Nogales, havia uma inspeção militar parando todos os carros.  A 10km de Nogales mais uma patrulha de policiais federais embaixo do viaduto.

Devido à falta de sinalização, passamos a Migração  do México e tivemos que voltar 10km para  pegar o visto de saída e a devolução dos U$400,00 que havíamos deixado de depósito na entrada do México. Entramos na fila de carros para os Estados Unidos, Arizona, às 12h e saímos às 12h30. Fizeram uma inspeção rápida no carro, conferiram os documentos e passamos.
Paramos para comer e colocar diesel no carro. Tadeu pediu ajuda para um mexicano que estava perto, e já entabulou uma conversa que acabou em mais um amigo na nossa lista. Ele disse que nos guiaria até Tucson e nos levaria ao restaurante de seu irmão para comermos uma verdadeira comida mexicana. Nós já havíamos almoçado, mas aceitamos o gentil convite.

Mais adiante um policial se irritou com o Tadeu por não ter visto o sinal de parar. Bateu na lataria do carro para chamar a atenção, pediu os documentos e nos mandou parar mais a frente e falar com outro policial. Por sorte esse outro policial falava português, era casado com uma brasileira de São Paulo, e nos liberou rapidamente.
Fidencio Gutierez Burgon, nosso novo amigo, nos levou ao restaurante do irmão, nos apresentou à família e ainda pagou o nosso almoço. Depois nos guiou até um trecho da rodovia em direção a Phoenix, e nos despedimos.  O GPS novo começou a funcionar nos USA, mas ainda não largamos o mapa. Vai que ...  As rodovias são imensas, com 6 pistas e várias saídas.